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dez 27

Vou misturar, nesta escrita, trabalho e prazer; vou escrever, portanto, na condição de headhunter – especialista em avaliação de profissionais, – e fanático por futebol, e por conseqüência, rodas de discussões sobre tal assunto.

Enquanto headhunter de executivos, minha função consiste em avaliar a capacidade técnica de profissionais, sua comunicação, sua clareza ao expor um ponto de vista e com isso sua capacidade de provar seu valor. Enquanto fã de futebol, gosto de ouvir alguém que conhece e que não tem medo de falar a verdade. Nos últimos tempos achei alguém com todas estas características.

Seu nome é Paulo Vinícius Coelho – ou simplesmente PVC – comentarista esportivo da Rede ESPN Brasil. Comentarista esportivo não, comentarista de futebol, como ele próprio se define. PVC tem algumas características que me faz avaliá-lo, usando do poder da minha profissão, como o melhor profissional do país. Exagero? Arrisco-me a provar que não.

Leia o restante deste artigo…

O conceito vem basicamente do refrão da música “I Am Mine” do Pearl Jam (ouça abaixo). O refrão termina assim:

I know I was born and I know that I’ll die
The in between is mine
I am mine

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As palavras me levaram a um processo cognitivo intenso de entender quem em minha vida é dono das decisões que ocorrem entre o momento em que você nasce e o fatídico momento em que irá morrer – basicamente, metaforicamente, toda nossa vida.

Parem e pensem nisso: Quem decide nossas vidas? Para ajudar o raciocínio, lembre-se de importantes decisões que teve que tomar – o esporte a praticar quando se tem 7 anos de idade, qual colégio estudar, que curso superior irá fazer, em qual empresa trabalhará, sua namorada, sua esposa, o nome de seu filho… Se provoquem a fazer isso… Talvez vocês ficarão assustados com o resultado. Por isso, ainda há tempo de avaliar, se chocar e se obrigar a mudar. Sempre há tempo para isso.

Queria mostrar algo que remetesse a nosso ciclo de vida – o mais próximo disso que encontrei foi um DNA – nossa essência, hereditariedade, família, criação, coração – é a metáfora mais perfeita de remeter ao que de fato somos. As cores vermelho e azul são os picos e vales que passamos, decisões fáceis e difíceis que tomamos, erradas e certas, se entrecruzando o tempo todo, as vezes se confundindo, ligadas entre si. Por que três ciclos? Não tenho uma resposta para isso – talvez porque mais iria doer exageradamente! DNA - Mine

O mine estrategicamente em cima do DNA é óbvio: as decisões durante todo este ciclo tem que ser minhas, devem ser minhas. Ingênuo, arrogante, individualista, utópico??? Talvez, grande chance de a resposta ser sim. Porém, é a melhor imagem que reflete o planejamento estratégico de uma vida, de um conceito de independência que muito pregam, poucos aplicam. Se sou uma média ponderada de todas as experiência que já vivi, quero que os pesos dessas sejam definidos por mim.

Para resumir, escrevi isso para explicar a pergunta que muitos me fizeram nas últimas semanas e que tive paciência de explicar apenas aos mais importantes. Na verdade, não fiz isso para inspirar ninguém nem para ficar dando explicações desse conceito. Fiz apenas para marcar a essência definidas em 28 anos de vida e que pretendo aplicar até os últimos dias dessa.

Agradecimentos: João Marco e Morbeck