O conceito vem basicamente do refrão da música “I Am Mine” do Pearl Jam (ouça abaixo). O refrão termina assim:
I know I was born and I know that I’ll die
The in between is mine
I am mine
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As palavras me levaram a um processo cognitivo intenso de entender quem em minha vida é dono das decisões que ocorrem entre o momento em que você nasce e o fatídico momento em que irá morrer – basicamente, metaforicamente, toda nossa vida.
Parem e pensem nisso: Quem decide nossas vidas? Para ajudar o raciocínio, lembre-se de importantes decisões que teve que tomar – o esporte a praticar quando se tem 7 anos de idade, qual colégio estudar, que curso superior irá fazer, em qual empresa trabalhará, sua namorada, sua esposa, o nome de seu filho… Se provoquem a fazer isso… Talvez vocês ficarão assustados com o resultado. Por isso, ainda há tempo de avaliar, se chocar e se obrigar a mudar. Sempre há tempo para isso.
Queria mostrar algo que remetesse a nosso ciclo de vida – o mais próximo disso que encontrei foi um DNA – nossa essência, hereditariedade, família, criação, coração – é a metáfora mais perfeita de remeter ao que de fato somos. As cores vermelho e azul são os picos e vales que passamos, decisões fáceis e difíceis que tomamos, erradas e certas, se entrecruzando o tempo todo, as vezes se confundindo, ligadas entre si. Por que três ciclos? Não tenho uma resposta para isso – talvez porque mais iria doer exageradamente! 
O mine estrategicamente em cima do DNA é óbvio: as decisões durante todo este ciclo tem que ser minhas, devem ser minhas. Ingênuo, arrogante, individualista, utópico??? Talvez, grande chance de a resposta ser sim. Porém, é a melhor imagem que reflete o planejamento estratégico de uma vida, de um conceito de independência que muito pregam, poucos aplicam. Se sou uma média ponderada de todas as experiência que já vivi, quero que os pesos dessas sejam definidos por mim.
Para resumir, escrevi isso para explicar a pergunta que muitos me fizeram nas últimas semanas e que tive paciência de explicar apenas aos mais importantes. Na verdade, não fiz isso para inspirar ninguém nem para ficar dando explicações desse conceito. Fiz apenas para marcar a essência definidas em 28 anos de vida e que pretendo aplicar até os últimos dias dessa.
Agradecimentos: João Marco e Morbeck