- 07
- out
É clichê total, mas vou começar esse artigo assim:
| Ônibus São Carlos - São Paulo (Viação Cometa) | R$ 37,15 |
| Lanche no posto rodoviário (Graal 125 Sul) | R$ 9,00 |
| Metrô (Portuguesa-Tietê - Praça da Árvore) | R$ 2,40 |
| Estacionamento e carona até o About Us | R$ 20,00 |
| Ingresso do About Us (Pista Normal) | R$ 161,00 |
| Metrô (Consolação - Praça da Árvore) | R$ 2,40 |
| Café da Manhã (Bisnaguinhas Wickbold Jack) | R$ 3,50 |
| Ônibus 875 (Praça da Árvore - Aeroporto de Congonhas) | R$ 2,30 |
| Passagem Aérea OceanAir (Congonhas - Santos Dumont) | R$ 171,62 |
| Hotel Ibis Santos Dumont (Estadia) | R$ 140,20 |
| Bombons Serenata de Amor na fila do Vivo Rio | R$ 2,00 |
| Ingresso do Vivo Rio (Pista VIP) | R$ 387,00 |
| Camiseta DMB South American Tour 08 | R$ 40,00 |
| 2 águas minerais e 1 guaraná Antarctica | R$ 8,00 |
| Café da Manhã no Ibis | R$ 10,00 |
| Passagem Aérea OceanAir (Santos Dumont - Congonhas) | R$ 167,42 |
| Ônibus 875 (Congonhas - Praça da Árvore) | R$ 2,30 |
| Metrô (Praça da Árvore - Portuguesa-Tietê) | R$ 2,40 |
| Ônibus São Paulo - São Carlos (Empresa Cruz) | R$ 38,85 |
| Lanche no posto rodoviário (Graal Topázio?) | R$ 9,00 |
| Táxi Rodoviária - Casa | R$ 6,20 |
| Ver a Dave Matthews Band ao vivo, duas vezes | NÃO TEM PREÇO |
É isso aí pessoal. Estou totalmente realizado. Posso morrer satisfeito já. Fútil? Talvez. Mas é assim que me sinto agora.
Me arrependo de três coisas, apenas:
- Não levei a câmera fotográfica. Por que fui tão tonto? Todo mundo entrou com câmera tranquilamente… Se bem que agora que tive tempo, achei excelentes fotos no flickr. Vejam as galerias desses usuários: c_nk, ffraper, Caio Cicero Gomes, e Luciana Couto.
- Faltou um parceiro no show do Rio. Alguém pra segurar meu lugar na fila enquanto eu tentava uma foto com os caras da banda (e a câmera?). Ou alguém pra me animar a ir até o Copacabana Palace e tentar pegar um autógrafo dos caras, ou ver o Dave completamente bêbado as 3:00 da madrugada na praia antes do show…
- O Carter não leu meu cartazinho! Eu só queria um baqueta! :-(
O setlist parece ter sido escolhido à dedo. De fato, ouvi boatos que o Dave pediu para o Rodrigo Simas (líder da equipe DMBrasil e amigo pessoal da banda) escolher as músicas que seriam tocadas naquela noite de terça-feira, 30 de setembro de 2008. Verdade? Não sei, mas foi uma seleção especial:
- Bartender
- Warehouse
- You Might Die Trying
- Stay Or Leave
- The Stone
- Say Goodbye 1
- Corn Bread
- Grey Street
- Crush
- So Much To Say
- Anyone Seen The Bridge
- Too Much Intro To…
- Ants Marching
- Jimi Thing
- Satellite
- #41
- So Damn Lucky
- Don’t Drink the Water
- Burning Down the House
- Two Step
1: Sem Rashawn Ross mas com participação de Carlos Malta no pife/flauta(?).
Diversas das canções acima são grandes clássicos da banda, mas são as nuances que as tornam diferentes e únicas em cada apresentação da banda. Warehouse com a introdução conhecida como “Stop Time” na qual os fãs gritam “Woooo” a cada pausa que a banda faz e ainda com o jam em ritmo de salsa em compasso 7/8; o final de The Stone, cantado pelos fãs interpolando a canção Can’t Help Falling in Love popularizada por Elvis Presley; a participação especial de Carlos Malta em Say Goodbye. Grey Street, uma das minhas “obscuras” favoritas. Várias mulheres do meu lado chorando logo nos primeiros acordes de Crush - impressionante.
Anyone Seen The Bridge, a ponte normalmente utilizada entre So Much To Say e Too Much, no Brasil apresentada com interpolação do tema de 2001: Uma Odisséia no Espaço, Also Sprach Zarathustra de Strauss, nos instrumentos de sopro por Jeff Coffin e Rashawn Ross e com apenas uma provocação de Too Much, emendando So Much To Say com Ants Marching; uma Jimi Thing na qual Dave mal teve que trabalhar - os fãs praticamente cantaram a música toda em coro - além da interpolação de For What It’s Worth, do Buffalo Springfield; uma curta provocação de Proudest Monkey que logo revelou uma linda versão de Satellite.
Assim como na apresentação de São Paulo, o público pediu e a banda atendeu: uma inspiradíssima - histórica até - versão de #41. E a homenagem que a DMBrasil programou foi antecipada e ficou melhor que o planejado. Durante a jam e o solo dos sopros por Jeff e Rashawn (com interpolação de Sojourn of Arjuna dos Flecktones) os fãs encheram centenas de bexigas brancas que foram arremessadas em direção aos músicos enquanto todos gritavam “LeRoi! LeRoi! LeRoi!”. Foi de arrepiar todos os cabelos do corpo instantâneamente. E, de repente, o calor e o aperto do Vivo Rio deram lugar à calafrios e a um turbilhão de emoções. Jeff retribuiu tocando alguns acordes de Garota de Ipanema, enquanto Dave olhava para a platéia de boca aberta, embasbacado, e trocava olhares com os outros músicos no palco, sem saber bem o que fazer, até que ergueu as mãos para o alto e agradeceu. Só esta canção já valeu todo o dinheiro, tempo e sacríficio para ver essa banda no Rio.
Veio So Damn Lucky, seguida por Don’t Drink The Water (eu não esperava ouvir essa por aqui!) a banda se despediu e deixaram o palco. Como é de costume, todos aplaudiram, assobiaram e gritaram. Alguns minutos depois a banda voltou ao palco - Dave de camisa trocada - e tocaram Burning Down The House do Talking Heads, seguida pela destruidora Two Step - a mesma que abriu a apresentação em São Paulo - mas de alguma forma, melhor. Carter e Tim Reynolds levaram essa música à um novo nível. Incrível.
Infelizmente o Carter não viu meu cartazinho pedindo uma baqueta, mas não teve erro. Me dei conta de como estava cansado, enxarcado de suor e com os pés latejando. Esperei mais alguns momentos, mas me convenci de que aquela Two Step realmente havia encerrado o show, e parti para a saída. Ainda reuni forças para comprar uma camiseta oficial (com preço oficialmente convertido de dólares - ouch! - R$ 40). Caminhei uns 300 metros até meu hotel, comprei duas águas e um Guaraná (estava desidratado), tomei uma ducha e fui dormir. Wow! Que aventura!
Imprimir este artigo

















































13 de novembro de 2008 at 1:48 pm
Legal o post!!! Eu estava lá no show e TIVE SORTE DE GANHAR A BAQUETA DO CARTER!!!!!!!! Você não sabe o quanto eu sai feliz desse show!!! Valeu pelo post, muito bem escrito e pelas fotos!!! Abraço!