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Se você fosse receber um benefício, sem praticamente nenhuma desvantagem, você aceitaria numa boa, não é? Digamos que o único porém é que você terá que acordar mais cedo (umas 7:45 da manhã), por uns 15 dias. Ainda é bom, não é? Tem gente que acha que não. Veja o caso:
No prédio onde moro a garagem é um pátio a céu-aberto. O proprietário do prédio resolveu cobrir as vagas. Não haverá nenhum custo para os condôminos. Nossos carros ficarão protegidos dos intempéries da natureza. A pintura não sofrerá tanto com o sol. A chuva não vai provocar ferrugem e os motoristas terão certa proteção para não se molharem. Haverá menos acúmulo de poeira e fuligem.
Se fosse uma coisa ruim, todos os moradores estariam reclamando, com certeza. Mas é uma melhoria. Uma coisa boa que o condomínio está fazendo. Um benefício para os condôminos. A única coisa que nos foi solicitada é que deixássemos a garagem livre de segunda à sexta-feira, das 8:00 às 17:00. Fácil, não é mesmo?
Para uns quatro ou cinco moradores, não. São quase 40% dos apartamentos do prédio. Essa minoria expressiva não acorda para tirar os carros. O pedreiro tem que ficar esperando a boa-vontade desses folgados. Não tem desculpa. Gente! Usem seus despertadores e acordem mais cedo. Voltem a dormir se for o caso.
Coitado do pedreiro. Todo educado, ele fica sem jeito de interfonar nos apartamentos para acordar os preguiçosos. Ah, se fosse comigo! Eu faria questão de arrumar uma daquelas sirenes de escola pública: Uuuuuóóóóóóóóóóóóóóoooooo. Acordem, folgados! Venham tirar seus carros para que eles fiquem protegidos (de graça) no futuro próximo!
Gente: Vai entender.
Atualização (14/jun): É, parece que mordi a língua. Desde o dia 1º deste mês nenhum sinal de pedreiro, mestre de obra, servente… Nada. Obras paradas sem nenhuma satisfação pra ninguém, e a garagem parcialmente inutilizável por causa do que já foi feito. É uma tremenda falta de respeito de todo lado.
Atualização (28/jun): As obras recomeçaram na semana passada. Inclusive já terminaram, ontem. Mas o mais engraçado foi a reação que vi de uma moradora, ontem também. Ao contrário do pedreiro que começou a obra, o pessoal que instalou a estrutura metálica e as telhas não tinha vergonha de tocar as campainhas para que os moradores folgados tirassem seus carros, de modo que eles pudessem trabalhar. Ainda assim - e eu presenciei isso ao vivo - quando o interfone da minha vizinha tocou diversas vezes, ela abriu a janela (que dá para a garagem) toda descabelada e com a cara mais lavada do mundo (ainda que toda ramelenta) pergunta “Oi? Pois não?!”. Nossa, que vontade de jogar um tijolo. O trabalhador, todo educado, informa que ela precisa tirar o carro, e ela responde “Tudo bem. Já estou indo. Obrigado.” E num tom um tanto irônico, o trabalhador responde “Obrigado você!”. Eu entrei em casa rápido para rir.
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30 de maio de 2007 at 6:25 pm
Pq não disparar o alarme do pequeno folgado? Ou, já que ele não quer mesmo sair, fure logo os quatro pneus dele!
Impressionante…