DMB no Brasil - EU VOU!
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Música Grátis?Será essa a confirmação da nova era na indústria da música? De fato a revolução na indústria fonográfica começou em meados da década de 90, com a criação do padrão MP3 e a popularização do Napster, primeira rede para troca de arquivos na internet, alguns anos mais tarde. De repente tornou-se fácil conseguir qualquer música, sem se pagar nada por isso. Muitos diziam que seria o fim do modelo de negócios adotado até então pelo setor, no qual os artistas recebiam apenas uma fração do preço pago por cada álbum.

Infelizmente a indústria fonográfica se recusou a se adaptar, e luta contra até hoje. Ela também se recusa a morrer. Assim começou uma verdadeira “caça às bruxas” da pirataria digital, com a RIAA (ou seria MAFIAA?) processando indivíduos que fossem descobertos compartilhando e baixando músicas digitais. Isso mostrou-se extremamente ineficiente e caro, e fez com que pessoas alheias à esses acontecimentos conhecessem a nova facilidade de se obter música grátis, devido à extensiva cobertura da mídia.

A demanda por música digital aumentava gradualmente, e ainda mais com o surgimento de diversos reprodutores portáteis, como os iPods da Apple. Com a demanda alta, muitos empresários montaram negócios para supri-la. Sites como o Russo All of MP3 vem desafiando a RIAA, e vendendo música a preços nunca antes vistos. Muitos duvidam da idoneidade deste site, mas eles garantem que pagam os royalties para os artistas, segundo as leis do seu país sede. Existem inúmeros sites onde pode-se obter música legalmente, entre eles iTunes, e no Brasil o Sonora e UOL Megastore.

E artistas também passaram a vender suas músicas diretamente para os ouvintes, sem a intermediação de gravadores. São muitas as bandas que já trabalham com esse modelo de negócios. A Dave Matthews Band, por exemplo, oferece todos os seus álbuns para download em seu site, com preços entre US$ 12,00 e US$ 22,00.

Agora o Radiohead dá o próximo passo. A partir de hoje eles estão vendendo o seu novo álbum, In Rainbows, pelo preço que você (ouvinte, fã e/ou consumidor) achar justo. É isso mesmo. Se você achar que vale US$ 1,00, é isso que vai pagar. Funciona assim: você baixa as faixas do novo álbum no site inrainbows.com. São arquivos MP3 com qualidade de 160 kbps. Você paga o que quiser, e se não quiser pagar nada, é só baixar o álbum, de graça.

A idéia parece arriscada, mas já deu certo diversas vezes, porém em segmentos diferentes. De fato, muitos fãs de música (note que escrevi “de música” e não “do Radiohead”) estão planejando comprar o álbum por US$ 10,00, para mostrarem seu apoio pela idéia da banda. Se esse modelo de negócios der certo, o fim do modelo atual é uma questão de tempo. Artistas passarão a ganhar mais com suas criações e os “cartolas da música” terão que achar outra fonte de renda.

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2 comentários

  1. Murilo B2 disse:

    Grande texto Xande. Vc descreveu o processo todo, desde o começo, com grande maestria.
    A sacada do Radiohead foi animal. Na verdade com isso ele provam algo que venho sempre falando: vc só compra original de artistas que você respeita. Tenho TODOS os cds originais do Oasis e assim que eles lançarem um novo, sendo ou não caro no Brasil, irei comprar. É apenas meu apreço pela banda que me faz agir assim. Eu, tb grande fã de Radiohead, ficaria envergonhado de baixar o Cd e pagar menos de 10 dolares, já que o som dos caras vale (muito mais do que) isso.

    Um Abraço

    Murilo
    B2

  2. Camila disse:

    Alexandre, gostei muito do seu texto…na verdade meu interesse por esse assunto está cada vez maior, esse ano me formo em publiciudade e propaganda e o meu trabalho de conclusão de curso será extamanete sobre isso, a nova industia da música na Internet, passando é claro pela falencia da indústria fonográfica e o estudo de caso será o Radiohead.
    Gostaria de trocar informações com você, se tiver matérias e informações que sejam util, peço que me envie.
    Vou deixar meu e-mail para que possamos, se você achar pertinente, conversar melhor sobre o assunto. (e-mail removido por questões de segurança e privacidade)

    Obrigada pela atenção e parabéns pelo Artigo.
    abs,
    Camila

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